A literatura

“À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fabrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos,
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!”
(Álvaro de Campos-heterônimo de Fernando Pessoa)

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Os futuristas também manifestavam o seu dinamismo e glorificação da máquina, no âmbito da literatura. Em 1912 foi publicado o manifesto técnico da literatura futurista, no manifesto falavam sobre a substituição dos sinais tradicionais de pontuação por signos matemáticos e pelos sinais musicais.
Emprego no verbo no infinitivo para dar sentido de continuidade, abolição do adjetivo para que o substantivo guarde sua “cor essencial” e supressão dos elementos de comparação, também são características da literatura futurista.

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