Conclusão

Conclui-se que o futurismo foi mais um movimento ideológico com defenestração de idéias, do que com diretrizes e técnicas. O movimento era revolucionário, com uma nova forma de ver mundo, e acima disso de querer mudá-lo, representa-lo, um desejo pelo novo, pelo dinâmico, pela percepção do movimento, por sentir esse movimento, e expressar essa sensação.
O movimento nasce de uma era em transformação, a era da máquina, ou a era do detergente ou ainda a segunda revolução industrial.
A primeira revolução traz a tecnologia para fábrica e esta, a era do detergente, para dentro do lar, a representação disso são os aparelhos domésticos, o barbeador elétrico, radio, telefone, televisão. O acesso a fontes de energia é quase ilimitada e é contrabalançado pela possibilidade de tornar inabitável o planeta. Aqui os objetos passam ser “descartáveis” e são criados muitos produtos sintéticos como o detergente.
O automóvel, antes era um símbolo do poder e poucos tinham o controle, entretanto com o advento dos carros mais facilmente compráveis, tornou se possível e moda, para as classes possuir e controlar pessoalmente suas unidades.
É nesse contexto de revolução que explica-se o ideal futurista, o ideal do movimento que agora poderia ser sentido, do novo, da máquina, agora presente no cotidiano de todos. A forma de ver a guerra compreende-se pela época conturbada que precede a primeira guerra mundial e pela fase da Itália nacionalista. O futurismo foi agressivo e radical, mas de certa forma também foi muito audacioso. Nos termo de Banham “ Marinetti foi capaz de dar a um sentimento muito difundido de desgosto pelo velho e desejo do novo, uma orientação positiva e um ponto de ligação no mundo de fato: Marinetti mandou sua geração para as ruas, com seus manifestos, a fim de revolucionar sua cultura, da mesma forma como os Manifestos políticos dos quais ele tomou a forma literalmente haviam ordenado que os homens saíssem às ruas a fim de revolucionar sua política.”

BIBLIOGRAFIA

FRAMPTOM, Kenneth. História crítica da arquitetura moderna. São Paulo 1997.

BANHAM, Reyner. Teoria e projeto na primeira era da máquina. São Paulo 1979.

FABRIS, Annateresa. Futurismo: uma poética da modernidade. São Paulo 1987.

TISDALL, Caroline. Futurism. London 1996.

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